Transporte e Logística
Horas extras forçadas e não pagas:
Empresas de transporte de cargas, principalmente em centros logísticos e rotas noturnas, impõem longas jornadas a motoristas e agregados sob a desculpa de “prazo de entrega”. O pagamento, no entanto, muitas vezes nem cobre o tempo real de serviço, e o controle de jornada é manipulado.
Promessas falsas nos feriados:
Trabalhadores obrigados a cumprir expediente nos feriados com a promessa de receber 100% a mais. Mas, ao receber o holerite, descobrem que foram pagos apenas os 50% da convenção comum. Isso é fraude.
Construção Civil
Falta de EPI e ausência de registro em carteira:
Serviços em altura ou com materiais perigosos sem luvas, capacete, cinto de segurança — e muitas vezes, sem nenhum vínculo empregatício. Em caso de acidente, o trabalhador é abandonado à própria sorte.
Desvio de função sem reajuste:
Pedreiros que passam a operar máquinas pesadas ou executar tarefas de mestres de obra, sem qualquer reconhecimento salarial. A lei protege contra isso.
Área da Saúde (Hospitais e Clínicas)
Ambiente insalubre e sobrecarga:
Enfermeiros e auxiliares que acumulam funções, trabalham com pacientes contaminados sem adicional de insalubridade e ainda cumprem jornadas estendidas por conta da falta de pessoal.
Plantões “fantasmas”:
Horas extras feitas fora do ponto oficial, sob pressão para não “pesar na folha”.
Zeladores, faxineiros e serviços gerais
Acúmulo de função e assédio moral:
Funcionários de limpeza que passam a cuidar também da portaria, jardim, manutenção e ainda são cobrados por “não dar conta”. Em condomínios e escolas, é comum o acúmulo de função sem aumento salarial.
Intervalos negados:
Trabalhadores impedidos de tirar o horário de almoço completo, com pausas de 10 ou 15 minutos mascaradas como descanso. Isso é ilegal.
Motoboys e entregadores
Falsas promessas de “parceria PJ”
Empresas que exigem exclusividade, metas abusivas, controle rígido de jornada, mas negam o vínculo de emprego. O trabalhador se acidenta e descobre que está desamparado.
Sem adicional de periculosidade:
Muitos motoboys não recebem o adicional obrigatório por exposição constante ao trânsito, mesmo que prestem serviço diariamente.
Varejo e comércio
Trabalho em pé por horas sem descanso:
Vendedores, caixas e estoquistas obrigados a cumprir longas jornadas sem pausa, sob a vigilância de câmeras e gerentes. As consequências para a saúde são graves.
Ameaças e metas abusivas:
Cobranças públicas por metas não atingidas, exposição ao ridículo e assédio moral constante — principalmente em datas comemorativas.
Educação
Professores contratados como horistas sem direitos plenos:
Mesmo dando aula todos os dias, muitos professores são registrados apenas como horistas, o que reduz o salário, retira benefícios e precariza a carreira.
Acúmulo de turmas e funções pedagógicas:
Além de ensinar, precisam planejar, corrigir, organizar eventos e até lidar com questões psicológicas dos alunos — sem receber por essas funções extras.