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Trabalhador...
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Os Principais Riscos para o Trabalhador que se cala

Todo trabalhador conhece alguém que já “engoliu sapo” no trabalho. Seja por medo de perder o emprego, seja por achar que "todo lugar é assim mesmo", muitos acabam aceitando abusos diários que, com o tempo, viram doenças, dívidas e desesperança. Mas existe um limite. E, quando ele é ultrapassado, o silêncio pode custar caro.

O que acontece quando você se cala diante dos abusos da empresa?

  1. Você normaliza o errado.
    Ao aceitar horas extras não pagas, assinar folha de ponto falsa ou trabalhar em condições perigosas, o trabalhador reforça para a empresa que ela pode continuar fazendo isso com todos.

  2. Você perde dinheiro e saúde.
    Não reclamar de um adicional de insalubridade, por exemplo, pode significar anos de perdas financeiras e exposição a riscos químicos ou físicos graves.

  3. Você se torna descartável.
    Empresas abusivas têm um padrão: exploram enquanto precisam e depois dispensam. Sem registro, sem prova, sem garantia.

Eu quero garantir meus direitos!

Casos reais que chegam à Justiça todos os dias!

Transporte e Logística

homens descarregando um caminhão

Horas extras forçadas e não pagas:
Empresas de transporte de cargas, principalmente em centros logísticos e rotas noturnas, impõem longas jornadas a motoristas e agregados sob a desculpa de “prazo de entrega”. O pagamento, no entanto, muitas vezes nem cobre o tempo real de serviço, e o controle de jornada é manipulado.


Promessas falsas nos feriados:
Trabalhadores obrigados a cumprir expediente nos feriados com a promessa de receber 100% a mais. Mas, ao receber o holerite, descobrem que foram pagos apenas os 50% da convenção comum. Isso é fraude.

Falta de EPI e ausência de registro em carteira:
Serviços em altura ou com materiais perigosos sem luvas, capacete, cinto de segurança — e muitas vezes, sem nenhum vínculo empregatício. Em caso de acidente, o trabalhador é abandonado à própria sorte.

 

Desvio de função sem reajuste:
Pedreiros que passam a operar máquinas pesadas ou executar tarefas de mestres de obra, sem qualquer reconhecimento salarial. A lei protege contra isso.

Construção Civil

Área da Saúde (Hospitais e Clínicas)

Equipe de médicos e enfermeiros do Hospital

Ambiente insalubre e sobrecarga:
Enfermeiros e auxiliares que acumulam funções, trabalham com pacientes contaminados sem adicional de insalubridade e ainda cumprem jornadas estendidas por conta da falta de pessoal.

 

Plantões “fantasmas”:
Horas extras feitas fora do ponto oficial, sob pressão para não “pesar na folha”.

Acúmulo de função e assédio moral:
Funcionários de limpeza que passam a cuidar também da portaria, jardim, manutenção e ainda são cobrados por “não dar conta”. Em condomínios e escolas, é comum o acúmulo de função sem aumento salarial.

 

Intervalos negados:
Trabalhadores impedidos de tirar o horário de almoço completo, com pausas de 10 ou 15 minutos mascaradas como descanso. Isso é ilegal.

Zeladores, Faxineiros e Serviços Gerais

Motoboys e Entregadores

moto tombada e capacete no chão

Falsas promessas de “parceria PJ”
Empresas que exigem exclusividade, metas abusivas, controle rígido de jornada, mas negam o vínculo de emprego. O trabalhador se acidenta e descobre que está desamparado.

 

Sem adicional de periculosidade:
Muitos motoboys não recebem o adicional obrigatório por exposição constante ao trânsito, mesmo que prestem serviço diariamente.

 

Trabalho em pé por horas sem descanso:
Vendedores, caixas e estoquistas obrigados a cumprir longas jornadas sem pausa, sob a vigilância de câmeras e gerentes. As consequências para a saúde são graves.

 

Ameaças e metas abusivas:
Cobranças públicas por metas não atingidas, exposição ao ridículo e assédio moral constante — principalmente em datas comemorativas.

 

Varejo e Comércio

prateleira de supermercado com os produtos.

Educação

Sala de aula. com crianças com a mão levantada, professor na frente

Professores contratados como horistas sem direitos plenos:
Mesmo dando aula todos os dias, muitos professores são registrados apenas como horistas, o que reduz o salário, retira benefícios e precariza a carreira.

 

Acúmulo de turmas e funções pedagógicas:
Além de ensinar, precisam planejar, corrigir, organizar eventos e até lidar com questões psicológicas dos alunos — sem receber por essas funções extras.

 

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